19 Janeiro 2009

Sem muitas palavras

Não sou muito destas coisas, de me apegar a pessoas que não conheço mas, há excepções. Assim de repente lembro-me de 3, pelos mais diversos e variados motivos.

Toda a gente que lê o meu blogue ou que me conhece minimamente sabe a minha fascinação pelo George Michael, fascinação essa que me levou a percorrer cerca de 200 km para o ver ao vivo. Desejo de menina, “pica” de adolescente, realização de adulta.

Todas as pessoas que me são mais próximas, sabem do meu carinho e admiração pelo Papa João Paulo II. Cresci com ele. Olhar meigo e ternurento, uma “luz” forte e diferente que vai ficar para sempre na minha memória. Acompanhei de perto o fraquejar do seu corpo e, como o Mundo se prendia à sua respiração, cada vez mais fraca. Desapareceu no dia 2 de Abril de 2005 e deixou um grande vazio…

Quase ninguém sabe da minha outra admiração. Não me perguntem porquê, não vou saber reponder. Na altura, na adolescência, talvez respondesse: porque era giro! Coisas de miuda que me levavam a guardar tudo e mais alguma coisa que saísse na imprensa e os bilhetes dos concertos, alguns deles, vistos com a minha amiga Joana. Assim de repente lembro-me do primeiro concerto da minha vida no Pavilhão dos Salesianos de Lisboa. Grande som! No fundo, acho que sempre vi mais além do que isso. Bom músico, criativo, com uma paixão pelas raízes da cultura e da música potuguesa. Voz rouca, olhos claros.

Desapareceu ontem, mais uns dias e tinha sido no meu aniversário… João Aguardela, fundador em 1987 dos Sitiados e mentor durante as últimas duas décadas de projectos como Megafone, Linha da Frente e mais recentemente A Naifa, desapareceu aos 39 anos, vítima de cancro.

P*** de doença.